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panorama de Nova Iorque à noite

Patrinica em Nova Iorque – Dia 1

É hoje… como ansiei este dia. E agora que chegou tenho um misto de emoções, reais com toda a certeza, pois estou a senti-las.

Quero chegar e perceber que o sonho se tornou realidade… quero ouvir o que a cidade tem para me dizer.

Esta viagem parece-se com a primeira que fiz a NYC, tudo muito organizado, planeado, com todas as indumentárias para todas as situações, desde as mais adversas às mais tranquilas e simpáticas, e como não poderia deixar de ser os gadgets para fotografar a cidade de uma ponta à outra, de todas as maneiras, formas e feitios, para depois reviver as experiências e dizer…já fui e já vi e resta-me a vivência e o que registei no “telefone máquina”!!

É tudo o que podia ter…

5 da manhã, tudo pronto… malinha, mala, e com muito orgulho o meu “contentor vermelho”… Caminho do aeroporto… toda a logística do check-in, agora também digital… safei-me deste rapidamente, agora despachar o “contentor vermelho” e ficando com a mala e a malinha.

Para que não sejam quebradas as regras, o pequeno almoço. E verdade seja dita, é condição “sin qua non” ser degustado na famosa Pastelaria Versailles, com o croissant misto prensado e o galão de máquina escuro e quente… só ali no aeroporto me sabe tão bem… pela vida!

O MM continua a questionar-me se já acredito que vou para NYC… e eu respondo que só irei acreditar quando sentir o calor humano, o cheiro, barulho, polícia, táxis amarelos, ambulâncias, bombeiros, estar na maior passarela e “estúdio fotográfico” do mundo – Times Square.

Continuemos… americanos sempre muito cuidadosos, revista isto e aquilo, passa máquina aqui e ali, ao ponto de pensar – espero não ter nada de mal!! Para tornar a vivência mais realista, quando entrego o meu “boarding pass” sou confrontada por uma simpática senhora a dar-me os “parabéns”, pois aleatoriamente o meu bilhete foi seleccionado com um código que significa que tenho de ser revistada novamente e com maior rigor… bem, lá vem aquela sensação que apesar de saber que foi aleatório, tinha de ser comigo! Ok, vamos a isso!

Abre a malinha e a mala, tira casacos, tira botas, revistam meias, apalpam pés, pernas e tudo o resto que um ser humano tem, com o pormenor e requinte de ser à frente de todos os outros passageiros, que digamos de boa verdade, a mim não me causou incómodo, mas para certas pessoas mais conservadoras acredito que seja constrangedor. Ainda disse ao MM que se tivesse de ficar iria ele… mas na condição de trazer lembranças… só rir! Até parecia que não queriam que fosse… mas estava escrito que tinha que ir, e como é óbvio não houve nada e agradeço este tipo de rigor pois assim evita-se muita coisa.

Deixemos de divagar e vamos ao que interessa, apesar de quem ler este texto possa ficar alarmado, fica apenas o aviso… “é tudo normal”!!

Adoro viajar e se for de avião muito melhor… levantámos voo, a adrenalina sobe, uma sensação de poder… agora sim começo a achar-me deveras estranha… deixei tudo para trás…então é porque vou para algum lado! O meu olhar sobre a vida, faz do meu mundo um lugar maravilhoso para se viver, mesmo quando as condições não são perfeitas, daí ter que acreditar que vou, não é?

Aterrei em NYC… viagem até ao Hotel sempre com a cabeça a girar a 360º, pois quero registar tudo!

15h – Hotel com uma vista fenomenal para a cidade, super acolhedor e moderno e para ajudar, no centro!!!

Agora… deixar as malas e sair rapidamente … sim… ”ela” está à minha espera, a minha cidade, o meu mundo, o centro do mundo…este momento foi especial, pois tinha acabado de chegar a NYC e o deslumbramento foi total, e apesar de ser a segunda vez, pareceu-me a primeira e única… Times Square!!

Como que um renascer das cinzas e acreditar que é possível…uma Fénix na cidade de sonho!

Não sei descrever o porquê, mas amo verdadeiramente esta cidade. Uma cidade de contrastes, onde tudo é o 8 e o 80, em que nada nem ninguém está preocupado consigo próprio, mas com a cidade. Não existe nada que não se possa fazer em NYC… a cidade que não dorme. Esta cidade que eu amo…

Confesso… que não registei muita coisa a nível fotográfico nestas horas que restaram do primeiro dia, quis apenas desfrutar, ouvir, sentir, ver… ver por exemplo uma noiva vestida a rigor, com uma felicidade infinita estampada na cara a desfilar para o “mundo” e um pedido de casamento com o futuro noivo muito nervoso e de joelhos como manda o figurino… Times Square no seu melhor!!

Dizem…”nunca voltes ao lugar onde fostes feliz” – eu desafiei-me sem medo e voltei!!

Sou uma criança-adulta nesta cidade!

@patrinica