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Roteiro: Union Square Garden, Flatiron Building, Empire State Building, Top of the Rock

Após o dia de ontem, não consigo definir este com outra palavra, que não seja “memorável”… quer em termos pessoais, quer fotográficos, tanto para mim como para o MM.

Hoje sim com a “artilharia pesada” no seu máximo, e sim, conseguimos ainda mexer-nos!!
Saímos do Hotel com -14º, contamos até 3… agora é sentir o friooooooooo… Amazing!!
Não tínhamos a percepção se havíamos de rir ou chorar, mas como o MM diz “nós vamos ser fortes, vamos conseguir”, mesmo só conseguindo mexer os olhinhos!

Só queríamos agora o Starbuks para aquecer, degustar o costume, aproveitar o Wi-Fi para ver os mails de trabalho, e eu aqui desfrutava do calor e da cidade… até os cães usam luvas nas patas para não queimarem as “almofadinhas”!!
Coragem e vamos continuar…

Subimos um pouco mais a 42nd Street e entramos no subway em Midtown West, nesta mesma rua…
Estação muito peculiar, pois tem a particularidade de logo à entrada, entre as escadas rolantes, ter um piano muito colorido e chamativo, que nos faz lembrar o piano dos Coldplay, (onde o vocalista Chris Martin, que também já deu concertos em Times Square, faz as nossas delicias auditivas com as suas músicas ao piano).
Qualquer comum dos mortais pode deliciar-se e tocar…até nós lisboetas de gema.
Pronto e lá foram mais umas dezenas de fotografias, vídeos e tempo para observar a dinâmica.
Não conseguimos tocar… ou melhor não consegui tocar piano, estas coisas não são para o MM, pois o senhor que ali se encontrava continuava no seu “transe musical” a tocar melodias tipicamente americanas.
Ainda quentes, estamos novamente “por baixo” da cidade, para seguirmos na linha amarela em direcção a Downtown.

Chegamos a Union Square Garden… ainda com muita neve, do nevão que caiu no dia anterior… sentimo-nos novamente cheios de boas recordações…

Mantêm-se os -14º… aguentamos, mas entramos logo num Starbucks para beber um café… cheio de gente e o “mode” é o mesmo, agora com a sensação que a esta hora da manhã, onde já metade daquelas pessoas deveriam estar a trabalhar, estão ali ao computador… tipo, talvez ali esteja mais quentinho do que em casa ou no escritório…
Na rua só o sol nos dá um aconchego… e que bem que sabe!!

Saímos em direcção a esta praça nova-iorquina, considerada uma importante praça, situada em Manhattan, com um passado e herança fervilhante muito rica em história, no que diz respeito ao activismo social.

Com um presente e futuro, cheio de atracções voltadas para a gastronomia, arte, dança, cultura, dependendo da altura e estação do ano em que é visitada. A praça tem marcos históricos muito importantes como a estátua equestre em bronze do primeiro Presidente da Republica dos Estados Unidos… George Washington. Como curiosidade, esta escultura é das mais antigas de todos os parques de NYC.

Se neste dia parar é “congelar”, então vamos continuar, pois não aguentamos estar muito tempo quietos mesmo com sol, com qualquer “pedaço de pele” ao ar… tudo o que desejamos é que a temperatura melhore… e vai melhorar os “senhores” dizem e “nós” queremos… e querer é poder!!

Começamos então a subir pela Broadway até encontrarmos o Flatiron Building e confesso que até lá, entrámos com toda a certeza em quase uma dezena de lojas, não para comprar, mas sim para nos aquecermos, frio à séria, o que estamos a sentir… mas sinceramente com todo o prazer, não fosse ele “frio” de NYC!!
Quando se gosta tudo é bom… e eu e o MM estamos em sintonia maior!!

A Broadway é uma avenida, que segundo os historiadores “escapou” ao novo design de NYC que atravessa o condado de Manhattan e do Bronx.
Já existia antes de 1811, e como consequência disso não obedece à malha viária ortogonal muito característica. Aos dias de hoje Manhattan mantém-se marcada por avenidas traçadas horizontalmente, cruzado com ruas numeradas de cima para baixo, com a Broadway Avenue cortando esta ilha na perpendicular.

É muito popular e famosa pela existência dos seus teatros com superproduções e que exibem os musicais que se mantêm vários anos em cartaz. Atravessa Times Square sendo o ponto de referência de 42 teatros.

Travessia longa até ao Flatiron Building, que deu também nome ao distrito. Em 1902 foi inaugurado, sendo à época considerado um dos primeiros e maiores arranha-céus de NYC, com 87 metros de altura com 22 andares.
Desenhado pelo arquitecto Daniel Burnham, com estilo Neorrenascença. Foi assim denominado por ter a forma de um ferro de passar roupa. Situa-se no triângulo, 5th Avenue, Broadway e 23rd Street.

Consideramos este edifício como um dos mais elegantes e únicos da cidade, não só pela arquitectura, mas sem dúvida alguma, também pela sua beleza. Eu traduzo este edifício como uma “diva”, esteja chuva, neve, sol, podemos tirar inúmeras fotos, de diversos ângulos, enquadramentos, posições, que ficará sempre perfeito…
Posicionamo-nos ao sol… um em cada POI que mais nos agradava, como não poderia deixar de ser, e esperamos o momento certo… pessoas, táxis amarelos, bicicletas, dinâmica citadina!!
Somos imensamente solicitados por casais de turistas, que querem uma recordação a dois… vêem , observam a máquina do MM, mas não se intimidam e pedem se não se importa de lhes tirar uma fotografia memorável, para mais tarde recordar, de telemóvel!! Aqui o MM “sofreu” pois eu estava posicionada em outro lugar, sem muita gente, mas com sol!!

Do ponto onde estávamos, saímos da Broadway e enveredamos pela 5th Avenue, em direcção ao icónico arranha-céus… Empire State Building.
Um edifício poderoso, imponente, rico, com um certo misticismo…
Com a sua abertura em 1931, desenhado pela firma de arquitetos Shreve, Lamb and Harmon, em estilo Art Déco, com 102 andares e 443 metros de altura. Manteve-se o edifício mais alto do mundo durante 40 anos, até à construção da Torre Norte do complexo World Trade Center.
Com o atentado a 11 de Setembro, ficou novamente considerado o edifício mais alto da cidade, até à construção do One World Trade Center.

Em 2015 visitámos o edifício e subimos ao topo para fotografar, mas desta vez apenas parámos em frente para tirar a clássica “chapa”.

Foi e ainda o é, cenário para inúmeros filmes de Hollywood e programas de televisão… mais de 250, onde se inclui “King Kong” e “O Incrível Homem Aranha”.

Eu e o MM sempre a motivar-nos um ao outro, e sinceramente a temperatura melhorou ligeiramente, pois já conseguíamos deixar a boca destapada e não ficar com a cara gelada… estou a ser muito simpática agora com o frio que se sente!!

Almoço muito agradável, num restaurante tipicamente italiano… PizzArte, na 55th Street, relativamente perto do nosso principal objectivo fotográfico do dia – Top of the Rock

Ambiente muito “lovely”, com mistura de cozinha Napolitana e Galeria de Arte, com música jazz de fundo, e as pizzas fenomenais!! Ficámos fãs, não só por tudo o que já mencionei mas também pela forma excepcional como nos receberam, como europeus que somos, visto que os empregados, na sua maioria são todos italianos. A repetir… quando voltar a NYC!!
A caminhada apesar de curta até ao Top of the Rock, fez-nos incrivelmente bem, ajudou-nos a digestão do fabuloso e acolhedor almoço que tivemos.

Tenho de ser sincera, e acordei hoje com uma “moinha” na barriga, afinal é que, e apesar de ter tanto para fazer e conhecer… amanhã vou embora… last day in NYC!!
Ansiosamente o momento vai chegar… mas vamos deixar de pensar nisto e vamos directos ao que nos propusemos hoje!!

Top of the Rock… mas para nós “Top of the World” espera-nos e estamos à porta 1h30m antes do pôr do sol.

Contudo até lá chegarmos acima, ao mirante deste, temos mais uma vez de passar por todas as máquina e mais algumas… segurança máxima!!

Impressionante estrutura, está localizado no topo do GE Building, considerado o principal edifício que compõe o famoso Rockfeller Center. Apresenta-nos uma vista panorâmica dos principais pontos turísticos que vai desde o Central Park, Empire State Building, Times Square, One World Trade Center até a Estátua da Liberdade…
Inaugurado em 1933, sendo na época um dos maiores arranha céus com 70 andares e 259 metros de altura.

Já lá em cima sentimos uma sensação de “déjá vu” constante, como diz o MM… “eu olho e apesar de ainda não estar a anoitecer, parece a capa do meu livro”… para nós o “the best one POI” para fotografar NYC!!
Esta “frame” é muito nossa!! E escolher o sítio perfeito é um desafio delicioso…
Sentimo-nos livres, no topo do mundo, ali parece que não existe mais nada para além de nós, é um reencontro… é um sentimento de que a vida é curta para o tamanho do mundo!!
Muito frio…

Se tentarmos… nada é impossível… é transformar o impossível no inédito!! Este objectivo estava já definido, e não vira realidade por magia… é a capacidade de resistência e persistência que não acaba em nós!!
Não importa a imensidão de gente, nem o frio, absolutamente nada importa… apenas a vontade e a determinação e o foco!! Vai “doer”, principalmente os dedos, mas vai valer a pena.
Aqui sentimos na pele, vimos com os olhos e acreditamos com o coração!! É a única coisa que ninguém nos pode tirar…
Deixamo-nos levar no tempo por aquela “tela” real, fotografada por nós, com todas as cores…
O que se tornou mais divertido foi a batalha que travamos com o frio… Mas o que nos deu mais prazer, foi perceber que aquilo que se tornava quase que insuportável…se tornou realidade!! O “fotão” do dia no mirante do Top Of The Rock…

In New York,
Concrete jungle where dreams are made of
There’s nothin’ you can’t do
Now you’re in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Let’s hear it for New York, New York, New York

“Empire State Of Mind”, Alicia Keys

@patrinica