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Roteiro: The New York Public Library, Grand Central Station, Chrysler Building, Tudor City, Rockefeller Center, St. Patrick´s Cathedral, 5th Avenue, Central Park

O dia começou com grande entusiasmo, pois antes de nos deitarmos, estivemos a ver a previsão do tempo para o dia seguinte e os “senhores” da meteorologia estavam a prever neve. Corri para a fantástica e enorme janela do quarto, abri as portas… e eis que me deparo com um dia primaveril, com um céu azul angélico e encantador… nem sei descrever a sensação!!

Disse logo ao MM que os “senhores” estavam redondamente enganados, que jamais iria nevar, era impossível… com um dia de sol divino daqueles… não podia ser!! Jurei ao MM que se nevasse, iria cantar no meio da rua, para toda a gente ouvir a música do José Cid, “Cai Neve em Nova Iorque”… para me sentir feliz!!

Ok, não neva em NYC, mas também nada nos demove, nem chateia e muito menos alguma coisa nos vai tirar o fascínio que temos por esta cidade!!

Não neva… então que faça sol para nos aquecer, pois cada vez que digo isto, que na verdade são precisamente todos os dias… a temperatura está mais baixa… logo mais frio. Mais frio, mais camadas de roupa, já parecemos o boneco dos pneus Michelin!!

Pequeno almoço, desfrutar a cidade, mails de trabalho… check!!
Desejosos de começar mais um dia e continuar a explorar a cidade… com -6 graus.
Here we go!!

Já é quarta-feira e dei comigo a sentir um nervoso “miudinho”, ao iniciar a travessia quase completa da 42nd Street… nem disse nada ao MM pois iria começar a dizer para não pensar nisso, que ainda temos muito para “agradecer” às nossas pernas e contemplar!! Ele tem razão, mas nós mulheres temos este defeito, de sofrer por antecipação…
Acho que o tempo está a passar muito depressa, muito corrido, está a ser tudo tão intenso, muito frenético, com experiências tão enriquecedoras… e sendo o nosso lema – “quando dois querem, um não larga e o outro não desiste”, não há volta a dar…

Chegamos à The New York Public Library, quase “congelados”, mas já com muita “chapa” tirada, é inevitável, mais forte que nós… Localizada em plena 5th Avenue com 42nd Street, considerada um “Ex Libris” da cidade, foi fundada em 1895, e inaugurado o novo edifício em 1911, com um custo à altura de 9 milhões de dólares. Mantém a sua arquitectura original, conservada até aos dias de hoje. Localizada no cerne de Midtown, destaca-se pelo acervo de mais de 55 milhões de livros e documentos em mais de 370 idiomas e dialectos.

É considerada uma das maiores bibliotecas públicas do mundo, com um estilo palaciano e uma fachada peculiar e majestosa. Em modo de curiosidade, os dois leões de mármore que se encontram na entrada do edifício têm o nome de Patience e Fortitude que significa Paciência e Fortaleza. Surpreendeu-nos pela sua elegância, beleza, sumptuosidade, riqueza e grandiosidade… A forma de estar das pessoas, o silêncio colossal, regras cumpridas, respeito mútuo… impressiona!!
A entrada é gratuita e é uma visita imperdível… e estava quente para nos aquecermos!!
À entrada, temos apenas de mostrar as nossas malas… e estamos livres para conhecermos mais uma maravilha desta cidade. Não estivemos, nem dedicámos o tempo que gostaríamos a esta encantadora biblioteca… daí o conselho de desfrutarem um pouco mais de tempo desta, em silêncio e observarem toda a dinâmica.

A sua sala principal, com luz natural, fica no primeiro andar, sendo deveras interessante a “mistura”…
A mistura da tecnologia, com os computadores em todas as mesas, à discrição do utilizador e todos os livros antigos desta biblioteca. As salas de estudo e leitura são lindíssimas, com tectos pintados de uma forma, que nos dá a sensação que estão abertos para o céu. Cenário de filmes tais como o “Sex and the City” (onde foi filmada a cena do casamento da Carrie), e o filme “O dia depois do amanhã”. Se quisermos descansar… que não é o caso …temos o Bryant Park nas traseiras e Times Square muito próxima.

Continuo a afirmar que “não parar” é o segredo, até porque não arrefecemos e as nossas pernas não se queixam… se pararmos é a “morte do artista”!!

Rumo à Grand Central Terminal…
É um importante terminal ferroviário e metropolitano localizado em Manhattan. Inaugurado em 1903 com o nome Grand Central Station, sendo oficialmente alterado em 1913. Apesar disso é comum ser referido ainda nos dias de hoje o nome de Grand Central Station. O nome Grand Central Station é oficialmente usado como o nome da estação de correios situada junto ao terminal. É considerada a maior estação ferroviária e metropolitana do mundo, com 44 plataformas, em dois níveis, com 41 linhas no nível superior e 26 no inferior.

Em média, diariamente passam por esta, 125 mil pessoas, utilizadoras desta estação. O Grand Central Terminal faz ligação com o metro através da estação anexa, Grand Central – 42nd Street.

Em 2015 já tínhamos visitado este Grand Central Terminal, mas agora sim consegui apreciar de outra forma, o seu átrio central e observar o tecto abobadado onde se encontra um zodíaco que contém mais de 2500 estrelas, que com a luz existente conseguimos destacar grandes constelações. Impressionante o movimento humano desta estação…

Já “aquecidos” de cultura e sapiência, continuamos o nosso caminho até “encontrarmos” Chrysler Building… como se já não o tivéssemos avistado a léguas.

Até lá a oferta fotográfica, que podemos juntar à nossa história é tão soberba, que posso dizer-vos que tirámos dezenas de fotografias, com enquadramentos fantásticos e reflexos inigualáveis. Tivemos de parar, para continuar e chegarmos à conclusão que é de facto um POI muito sugestivo e “provocador”.

Chrysler Building é um dos arranha-céus mais bonitos e famosos de NYC, com a sua coroa de aço inoxidável que brilha de uma forma impetuosa no céu. Desenhado pelo arquitecto William Van Alen, de estilo Art Déco, situado em Midtown Manhattan.
Foi considerado o edifício mais alto do mundo entre 1930 a 1931, superando a Torre Eiffel na época.

Neste momento posiciona-se como o terceiro edifício mais alto de NYC, o sétimo mais alto do país, e o 60º maior do mundo, com 77 andares e 318.9 metros de altura.

Vamos continuar… do not stop and do not look back!!

Da Tudor City Bridge, com uma vista surpreendente, panorâmica, de perder fim, podemos fotografar o Chrysler Building, agora já do nosso lado direito e a 42nd Street, com o seu trânsito caótico.
Esta ponte fica localizada num famoso bairro icónico e residencial, considerado por muitos como um dos bairros mais charmosos – Tudor City Place!!

Fotografamos o que conseguimos, pois o frio era de “rachar” como diz o MM e eu particularmente, ao retirar por momentos as luvas fiquei sem sentir as mãos e mais uma vez, o telemóvel “morria” também de frio…tive de o “reanimar” colocando-o embrulhado num lenço de lã… tudo por amor à fotografia!! Não estou de forma alguma a fazer qualquer tipo de publicidade, mas as luvas que o MM adquiriu na B&H nesta viagem, em dias como este, foi o que lhe valeu. São umas luvas com a particularidade de levantar só nas pontas… grande compra!! Se soubesse…

Deste POI, duas vezes por ano, podemos também ser testemunhas de um fenómeno natural e espectacular em NYC, denominado por Manhattanhenge. (https://youtu.be/P1H-vBtxKCI). Inigualável, uma vez que temos de estar no dia, hora, e local certo para assistirmos a uma verdadeira maravilha que “ainda” a natureza nos oferece e proporciona todos os anos em NYC no Solstício de verão e Solstício de inverno…

Horas de almoçar…
Foi curioso que durante o almoço, as luzes do restaurante acenderam… eu estranhei… até comentei com o MM, pois o dia estava cheio de sol e de repente “porque é que acenderam as luzes, se o restaurante é rodeado de janelas”…
Pagámos, saímos e o “acender das luzes” foi tão simplesmente as nuvens a taparem o céu e o sol de NYC.
Inacreditável, um céu azul de cor índigo, limpo, calmo e sereno, estava agora como desejávamos… cinza, pálido, lívido.
Não estamos deprimidos por estarmos felizes com o “desaparecimento” de um dia sem sol.
Estamos sim seduzidos e em fascínio, porque afinal os “senhores” e o MM tinham razão, poderá nevar em NYC, e eu vou poder, uma vez que a razão desde dia seria nevar, eu cantar o “Cai neve em Nova Iorque”, numa rua qualquer desta cidade com tom e volume que eu quisesse, sem me apontarem!! Não duvidem do que digo… este dia, assim como todos os outros foram “encomendados” para nós, foi só abrir o “embrulho diariamente”… e desfrutar, beneficiar de todo o fascínio que nos foi destinado.

Passamos por Rockefeller Center, mais chapas e a aproximação do momento, devido às condições climatéricas… intuição de MM!!

Situada, mesmo em frente a Rockefeller Center, na rua onde as vitrinas das lojas milionárias, são também verdadeiras obras de arte. Subimos a escadaria e entramos em St. Patrick´s Cathedral, construída com mármore branco nas paredes, e duas torres com 100 metros de altura. Eu percorri todos os altares e no final, colocámos uma velinha, ao nosso Santo António… e desfrutamos o silêncio!! As suas portas foram abertas em 1879, e tendo a capacidade para 2000 pessoas, foi considerada uma das mais bonitas da cidade de NYC.

Mais uma vez tenho de usar estas palavras… imponente e belo, para definir este lugar de culto, contrastando com os arranha-céus do último “grito da moda”… não estivéssemos nós na 5th Avenue!! É um templo católico, com estilo neogótico inglês, situada no lado leste da 5th Avenue. Foi designada a 8 de Dezembro de 1976, um edifício de Registo Nacional de Lugares Históricos.

Continuamos a subir a 5th Avenue, e entramos numa das lojas mais femininas e famosas de NYC… Victoria´s Secret… não somos de lojas nem de compras durante as nossas viagens… Mas juro que foi por “acaso”, não estava em “modo” de compras, mas precisávamos sim de nos aquecer… o corpo e alma, de matar saudades “daquelas vozes queridas”, tão familiares… viva o Wi-Fi!!

E eis que de repente… estávamos perto da porta, olhámos, e pareceu-nos o inevitável…estava a nevar!! A rua que eu pedia que fosse uma “qualquer” de NYC… transformou-se na 5th Avenue, e o desejo do MM de ver o Central Park com neve, tornou-se realidade!!

Comecei a cantar, a fazer vídeos, o MM a fotografar como se fosse o último dia em NYC…
As pessoas estavam radiantes, não de me ouvir cantar, mas do momento, pois aquela hora estão muitos turistas na rua e para muitos nevar em NYC, é um milagre de ver!! Este dia sentimos como que um apogeu, um culminar, um ponto alto, de um desejo e objectivo que programámos com tanto carinho… e aconteceu, foi real!!

Só temos de agradecer a “quem “ nos proporcionou…

Foi um verdadeiro nevão em que o MM, apesar de já ter assistido a nevar, confessou, que nunca presenciou um nevão com tanta intensidade e curiosamente em tão pouco tempo… pois uns metros mais à frente, onde estávamos “cobertos” de neve, mas felizes, encontra-se o famoso Central Park e já não nevava…

Um verdadeiro “parque dentro da cidade”, com 4 quilómetros de comprimento e 800 metros de largura.
Parque urbano, considerado o pulmão da cidade de NYC, é muito frequentado pelos nova-iorquinos, para passear, fazer desporto, apanhar sol. Neste caso neve, muita neve, estávamos encantados…

O céu mudou de cores, e ficou laranja, rosado… sem nuvens… uma verdadeira maravilha natural… inacreditável.
Interessante de ver, a correria e quantidade de turistas a chegar ao Central Park, com tudo o que era possível de gadgets para registar aquele instante… Frio??? Desapareceu, tamanha foi a subida de adrenalina!!

As nossas vidas são definidas por momentos… essencialmente aqueles que nos “apanham” de surpresa!! Fomos presenteados pelo inesperado e pelo imprevisível momento mágico…. que teve dia, mas sem hora marcada para – “Cai Neve em Nova Iorque”.

@patrinica