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Roteiro: The Oculus Station, 911 Memorial & Museum, Brooklyn – DUMBO, Brooklyn Bridge Park

Let’s go… levantar, porque acordados já estamos há muito, e já fizemos a check-list do dia, acerca do clima, POIs… tudo organizado… NYC espera por nós!

A rotina logo pela manhã é igual… esperar que o sol queira nascer, e despachar rapidamente.
Artilharmo-nos de roupa pois o frio teima em ficar e tende a piorar segundo os “senhores” da meteorologia.
Jamais esquecendo o material fotográfico que ficou preparado de véspera, parece um verdadeiro arsenal de gadgets: iPhones, iPads, DJI Osmo, máquinas fotográficas, baterias, cabos …não podemos perder tempo pois a cidade continua a ser “nossa”.

Não gostaria de deixar de vos dizer que ontem eu e o MM depois do jantar e de um dia tão “amigável” para as nossas pernas, ainda fomos marcar o ponto a Times Square – é uma necessidade, uma dependência… um balão de oxigénio puro!!
Ali relaxamos no caos e carregamos as baterias para o próximo dia.

Saímos do Hotel, e queria salientar que este me surpreendeu pela positiva com gente nova, sem stress, disposta, com uma postura simpática, um ambiente moderno, com música 24 horas por dia… Chegamos ao Starbucks e temos de admitir que nos “rendemos” ao Wi-Fi e ao pequeno almoço. Enquanto degustamos, o MM aproveita para colocar os mails de trabalho em dia e eu vou apreciando a cidade a fluir…

As saudades, matamos mais tarde pois a esta hora está tudo na escola…

Ainda não começo a pensar no dia de ir embora… mas começo a processar o que já vi de novo, o que repeti e o que ainda falta ver… uauuu!! Uma ansiedade surge… pois o tempo urge…v amos para a rua que NYC espera por nós!!

Não espero que nada interfira a partir do momento em que ouvimos do outro lado do mundo vozes muito familiares e queridas e que nos apertam o coração de saudades…
Estando tudo bem avançamos sem receios…

Entramos no metro um pouco mais acima do Starbucks e descemos às profundezas – Subway – entramos num outro mundo, no mundo diferente mas com muita vida, difícil até de imaginar, existe ali tudo… mesmo!
Ou estamos no arranha céus mais alto dos EUA ou estamos nas profundezas debaixo de terra ou do rio Hudson!

As viagens de metro são sempre uma verdadeira “Caixa de Pandora”, nunca se sabe o que podemos encontrar, mas sempre com a sua parte cultural integrada! Nunca sabemos com o que nos vão presentear… piano, gospel, violino, saxofone… ou apenas uma voz quase que “sobrenatural” a cantar e a fazer disto o seu trabalho e o seu ganha pão. É de questionar como uma voz destas não está nas luzes da ribalta… enfim!

Desta vez foi mesmo um saxofonista, que digamos de boa verdade fez um espectáculo estonteante, com a forma como tocava. Mais uma experiência singular, pois o som do saxofone misturado com o barulho das pessoas, dos metros a chegar e a partir… foi inigualável!!

Chegados ao destino… estamos em Downtown… na The Oculus Station – World Trade Center.
Uma estação futurista, de arquitectura deslumbrante, desenhada pelo Arquitecto espanhol Santiago Calatrava, virou ponto turístico pela sua rara beleza. Considerada uma das mais bonitas de NYC e com a construção mais cara do mundo, não estivéssemos nós em NYC… tudo aqui é em grande!!
Foi inaugurada em 2016 em silêncio, com uma cerimónia peculiar…
Estimando-se que passam por ali 250 mil pessoas diariamente, este edifício tem um salão de forma ovalada, a que se dá o nome de Oculus, e mede 111 metros de comprimento, “coroada” por vigas que estão apontadas para o céu.
Estava com muita curiosidade em conhecer esta estação, até porque em 2015 quando visitei NYC, esta ainda estava na sua demorada construção.

Li muita coisa acerca desta estação, e é interessante como cada um faz a leitura daquilo que vê e sente quando está perante esta obra de arte.

Eu queria sentir e em 3… 2… 1… entrei em Oculus…
Fiquei com uma sensação de paz, e sem dúvida é um lugar de culto…
Não posso fazer comparação com nada, pois este lugar é único, com centenas de pessoas a passar ininterruptamente e o silêncio é grandioso… como é possível, tamanho é o respeito que ali existe.
Eu e o MM sentimo-nos muito bem ali, como pessoas, como seres humanos, como gente que somos.
É obrigatório sentir o que Oculus tem para nos transmitir, dentro do contexto em que está inserido e todo o seu historial.

Após os momentos de reflexão e observação, da energia passada, as fotos não pararam.
Imaginem um lugar nobre, gigantesco para se elevar a mente até ao infinito e em fotografia.
Aqui o tempo passou por nós sem darmos por isso, tamanha a imponência de recantos fotográficos fantásticos.
Eu e o MM temos uma particularidade muito interessante que vou partilhar. Quando estamos a fotografar, cada um vai para o lugar que mais o fascina, pois todos nós temos formas de ver as coisas e pontos de vista diferentes. Aqui em Oculus foi abismal, pois quando demos por nós estávamos um em cada ponta da estação, foi uma sensação curiosa… cada um a sentir da sua forma o tempo e espaço…

O 911 Memorial & Museum, é ver para crer… já tinha visitado em 2015 com o MM, mas decidimos voltar… um outro lugar de culto ao qual aconselho para quem é mais sensível, se preparar, em consciência, pois aí colocamos toda a nossa existência e condição humana em causa… é forte, muito forte!!
Gosto desta frase e traduz este lugar na perfeição… “Porque os homens são anjos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer” – José Saramago

Como acompanhei em directo na televisão os atentados de 11 de Setembro, sempre considerei este lugar, um lugar de grande respeito e poder, por todas as pessoas que ali morreram, e por todas as que perderam os seus ente queridos.

Acabada a visita que nos pareceu como se fosse a primeira vez… rumamos a Brooklyn.
Como tínhamos restaurante marcado, e já estávamos em cima da hora, resolvemos não ir de metro, descontrair um pouco e passar a ponte de táxi amarelo.
Melhor decisão não poderíamos ter tomado, pois foi mais uma experiência única para os dois e “participámos” com toda a certeza num filme, fotografia, time-lapse, de alguém que estaria em cima da ponte… fizemos também “história” para alguém.

O grande momento aproxima-se e o frio começa a apertar… como eu ia dizendo pelo caminho até ao majestoso “Pier”… “quem corre por gosto não cansa”, mas bolas, estava mesmo muito frio ao ponto de os telemóveis desligarem, pois congelavam as baterias. O MM de tamanha satisfação por se encontrar num dos seus POIs de eleição, ainda não conseguia sentir, tamanha era a adrenalina de montar tripé, coloca-lo no sitio perfeito, programar a máquina… sem frio mesmo…

Ter organizado e planeado com antecedência esta fotografia, mesmo com temperatura negativa… fez toda a diferença! Este momento é e foi nosso, e ninguém nos vai “roubar”…

Após o sol se pôr… ver a cidade num momento de dualidade, de contraste e dinâmica, a ganhar outra vida bem diferente é um fenómeno lindo de uma natureza artificial… a cidade a nascer com as luzes dos prédios…

Existem momentos simples, mas marcantes… de tão mágico, é difícil explicar a realidade… por isso passámos instantes inexplicáveis e inesquecíveis, que o tempo jamais apagará do pensamento e da vida!

Quando conseguimos alcançar o que queremos… é olhar em redor… e gritar ao mundo… aquilo que nos vai na alma!

Voltamos de metro, jantamos, e voltamos a Times Square…

@patrinica

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