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Good morninnnggggg NYC!!!!!

Adormeci de “olhos abertos”. Não quero perder nada, até mesmo a dormir. Temos todos os dias planeados, mas tudo pode mudar consoante as condições atmosféricas, os nossos objectivos fotográficos e não só.

Este segundo dia e sob o efeito do jetlag, às 5 e pouco da manhã estava eléctrica, e a primeira coisa que fizemos foi ver as ditas condições atmosféricas, temperatura, sensação térmica e contemplar a vista da janela do Hotel que é fabulosa e esperar pelo nascer do sol que seria às 7h09m… Até lá esperar, pois sono nem vê-lo, e queríamos começar logo o dia…

O Sol nasceu e aconteceu o que esperávamos… este a embater nos arranha céus espelhados… foi um “momento” dos muitos que vamos ter…

Aconselho para todos os dias calçado confortável e adequado ao programa que vão ter, bem como a roupa que vão vestir, pois nesta altura está muito frio, o por do sol é mais cedo e é fundamental que se sintam o mais confortáveis possível para contemplar ao máximo a cidade e o dia… em média são 15km a 20km por dia… a pé! Acreditem que nem damos por isso com tanta “oferta fotográfica” e não só!

Saímos do Hotel… está muito frio… um pouco acima na 42St para não quebrar a tradição, o pequeno almoço não poderia deixar de ser no Starbucks, onde desde 1971 serve o mundo inteiro de café… e de Wi-Fi… Entramos e não percebemos se as pessoas estão ali para beber uma bebida quente ou fria ou para estar online à conversa com alguém ou até mesmo trabalhar.

Nós fomos para comer e beber e sentimo-nos agradavelmente bem com o ambiente “cosy” com música Pop de fundo, e a aquecermo-nos com um clássico Cappuccino e a comer um Sausage, Cheddar & Egg, o chamado “breakfast sandwich”.

Agora sim, cheios de motivação iniciamos a “Big Travel”, na “Big City”, na “Big Apple”, esta cidade de turbilhão de cor e caos organizado, onde tudo está em movimento… é deixar correr, estar atenta e assistir a momentos de verdadeira magia.

Para adoçar os ânimos e diminuir a ansiedade do MM, concordamos que começaríamos pela tradicional mega-loja de fotografia B&H Photo Vídeo, um património de NYC (420 9th Ave, New York, NY, EUA).

Ainda em Midtown Manhattan a caminho desta viramos a rua e passamos pelo famoso jornal diário, The New York Times (620 8th Ave, New York, Ny, EUA) fundado em 1851, pela The New York Times Company, que passou por várias crises económico/financeiras ao longo dos tempos, sendo considerado um jornal de referencia nacional com 117 prémios Pulitzer.
Aí tivemos de parar para tirar umas “chapas” pois o aranha céus é lindíssimo com as suas imponentes letras, e sem deixar de ser, a rua repleta de táxis amarelos e muito tráfego… ideal para fotografar.

Não quis abusar muito da paciência do MM pois um dos grandes pontos altos deste dia… a B&H estava cada vez mais próximo… medo!!

Paramos mais uma vez… um POI conhecido (307-335 8th Ave, New York City, NYC, EUA) que nos surge ao longe, o imponente Empire State Building do lado esquerdo, e à direita mais próxima e do outro lado da rua, o emblemático Madison Square Garden, tendo a actual estrutura a capacidade para 20 mil pessoas… foi inaugurado em 1968 e desde então recebe eventos desportivos como hóquei no gelo e basquetebol e musicais que vão desde a música clássica à histórica exibição da comemoração dos 30 anos da carreira do cantor Michael Jackson em 2001.

Chegada à B&H…considerada uma atracão turística, uma das maiores lojas de equipamento fotográfico e de vídeo dos EUA, fundada em 1973 e serve diariamente 8 a 9 mil clientes. Se por acaso necessitar de um vendedor que fale português, é só solicitar pois estamos em todo o lado… o que é que não se tem nesta cidade… The Best Quality, Service and Price.

A B&H está para os amantes de fotografia assim como a Hamleys, a maior loja do mundo de brinquedos para as crianças, é um fascínio, daí um verdadeiro conselho… se pensam que vão gastar X levem Y pois provavelmente podemos assistir a várias expressões faciais e movimentos corporais “estranhos”, quando chega a hora de pagar, pois o entusiasmo é tanto e com tanta oferta que se torna surpreendentemente irresistível não trazer algo mais do que o que tinham em mente.

MM feliz… check… com os seus “brinquedos” fotográficos, sim, pois falta sempre qualquer coisa!

Continuo com a cabeça a girar a 360º, e sempre a olhar para cima… como somos tão pequenos em relação a esta cidade cheia de cor e luz… penso muitas vezes que não saio daqui sem ser atropelada por um táxi amarelo, bicicleta ou qualquer outro “objecto com rodas”.

Gostaria de transportar para quem lê, o que fotografo, escrevo e sinto para, que se sentissem como parte integrante da viagem, não importa a distância.
Que leiam e pelo que escrevo estejam a ver o que eu vejo e sinto… Este é o segredo!

Directos ao High Line…localizado em Manhattan, foi inaugurado em 2009, é um parque urbano, público, linear, suspenso numa linha férrea, ficando a 8 metros de altura e percorre 3 bairros da cidade: Meatpacking, West Chelsea e Midtown West.

Para mim vai ser a primeira vez que esta lisboeta a sentir-se da “terra” vai fazer este percurso repleto de design.
O MM já conhece, mas esta cidade está sempre em mágica mudança, e com toda a certeza vai encontrar algo novo… o tempo está favorável, no caminho vamos sempre parando, pois esta zona que anteriormente era industrial, está agora misturada com arranha-céus altamente modernos, o que faz um contraste cosmopolita muito curioso para quem gosta de visões bem diferentes.

Iniciamos o percurso que começa na 34th St até Gansevoort Street.
Muitos chamam-lhe o “charme de Downtown”, uma verdadeira galeria de arte ao ar livre, com painéis coloridos onde passamos por entre os prédios mais modernos aos mais antigos, transformados em lojas, restaurantes, museus, estúdios de design, residências… ficamos com aquela sensação que se esticarmos a mão entramos na sala de estar da casa e quem sabe dizemos um olá português.

Encontramos aqui os únicos jardins suspensos do mundo com mais de 200 espécies diferentes de plantas e que tornam o percurso deveras exótico e elegante sempre com o rio Hudson a acompanhar-nos.

Com todas as condições, em modo minimalista, que vão desde espreguiçadeiras, cadeirões, pequenos anfiteatros em madeira, onde se pode meditar, descansar, descontrair, ver gente, a vida citadina, quase que comparando a um verdadeiro passeio de sossego domingueiro cheio de beleza e singularidade, onde surgem dezenas de casais novos a passear recém-nascidos e cães em carrinhos de bebé… senti-me muito moderna com a minha reacção.

Reparei e observei as pessoas, no ritmo dos nova-iorquinos e dos turistas, e é surpreendentemente variável, cada um no seu registo.
São 2,5km, percorridos no tempo necessário para me sentir realizada, tem de ser esta a forma de pensar, mas tudo depende dos objectivos que nos levam a explorar esta magnífica pista, que segundo pesquisei antes de vir e segundo o MM, na primavera e verão está super verdejante… ”é um estilo” são as palavras do MM.

Almoçamos, e mais uma vez a minha expectativa está em alta, pois os bairros mais originais, diferentes, exóticos, curiosos, singulares… vou agora poder desfrutar e conhecer.

Acho que tenho de carregar sim a minha memoria, ou arranjar um disco externo para o meu cérebro, pois tanta informação faz-me sentir viva e fascinada com a vida!! Não me quero esquecer de nada!!

Vamos continuar… ChinaTown, Little Italy, SoHo… em pouco mais de 120 minutos senti-me a viajar… “a viajar”.
Passei por três continentes, e dentro do Americano, visitei o Asiático, Europeu e voltei ao Americano…uma mistura de etnias, costumes, valores, é tudo tão real como se estivéssemos mesmo “lá”.

A famosa ChinaTown situa-se na área de Manhattan e abrange 12 quarteirões, onde se juntou a maior comunidade de emigrantes chineses, fora do oriente, resistentes e persistentes, que evoluiu e construiu a sua vida em NYC.

Ou se ama ou se detesta… eu amo tudo o que é diferente, e estar na ChinaTown em NYC muito melhor. Sinto como se fosse um bónus!!

Como em qualquer rua deste típico bairro, só se ouve falar chinês, mandarim, cantonês e outros dialectos… é muito movimentado, confuso, muita cor, cheiros característicos, existem inúmeras lojas com tudo o que se possa imaginar para vender.
Na rua, muitos vendedores insistentes, com imitações de óculos, ténis, malas das marcas mais famosas e conhecidas… Muitos turistas, restaurantes, bancas, mercados onde vende desde peixe fresco e seco, fruta, ervas, especiarias… ao lado de cabeleireiros cheios de senhoras e barbearias com fila à porta, onde tive a sensação de se atropelarem uns nos outros para marcar lugar… surreal, mas real!! Um verdadeiro amontoado!!

O MM, viajado como é, diz que estar ali é igual a estar em outra ChinaTown em qualquer outra parte do mundo… são iguais!!

Depois de tanta foto, chegou a hora de mudar de rumo, de continente e avançarmos em direcção a Little Italy, mesmo ali ao lado.

Mais calmo, com outras cores, bandeiras de diferentes formas e tamanhos, sem dúvida mais organizado… mas com cultura e comércio italiano.

Little Italy… “vizinha” de ChinaTown, surgiu no início do século XX, aí se fixaram ítalo-americanos, que fizeram surgir muitos restaurantes e lojas, com o seu romantismo aconchegante muito próprio dos dois lados da rua, sempre com música a ouvir-se ao percorrermos as ruas, empregados de mesa vestidos ao rigor italiano, com o seu idioma muito marcado e cheio de charme…
Para quem se delicia com as iguarias italianas está no sitio certo para se reencontrar com as delicias italianas… mas… em ponto “little”.

Foi uma experiência muito rica e estonteante num só dia… 15km percorridos sem se dar por isso e muito para “processar”…

Back To Life, Back To Reality
Back to the Here and Now
I Love NYC

@patrinica