Vai visitar a Islândia em agosto? Se sim, este post é mesmo para si

A Islândia é, como se diz no recato da conversa entre amigos, um destino “muito batido”. Seja em termos fotográficos, seja em termos de turismo tradicional – mesmo aquele que se diz “de aventura” – a Islândia está cada vez mais esgotada em termos de “factor Wow!”. Naturalmente que com o itinerário adequado, num determinado período do ano e em condições de gestão optimizada de horários, a Islândia ainda consegue ser um destino absolutamente fantástico, sobretudo para quem é apaixonado por fotografia.

O que deve evitar na viagem à Islândia!

Há, contudo, algo que deve evitar para que não seja mais um dos muitos milhares de viajantes que saem absolutamente desiludidos da terra do gelo, do fogo… e do excesso de turistas: não visite a Islândia em agosto! Eu sei, nem toda a gente tem a possibilidade de tirar férias quando quer. Agosto continua a ser a única opção como período de férias para muitos portugueses, mas a questão é que a Islândia não é, certamente, o único destino de eleição que os portugueses têm na lista. Vão a outro lado!

Vista na estrada dentro de Katla GeoparkNão são poucos, nem apenas alguns, os viajantes que me abordam com o tema: “a Islândia não é assim tão impressionante como a pintam”. Verdade! Melhor… verdade se considerar a Islândia o triste espectáculo que pode ser visto em agosto. Só há dois tipos de viagens organizadas à Islândia em agosto, a saber:  As que fazem uso de alguma falta de conhecimento dos viajantes e as que são organizadas por quem não tem qualquer conhecimento real do panorama de ocupação do território islandês durante esse mês. Está bem, adicionemos um terceiro tipo. As viagens feitas por quem não tem mesmo outra opção.

Filas para ver quedas de água, estacionamentos lotados, serviço absolutamente insuficiente, preços inflacionados, filas de trânsito na N1 (acredite, existem!), comportamentos absolutamente desconcertantes por parte de uma considerável porção dos visitantes, lixo, etc. Não percebo qual o interesse de estar em fila indiana a subir a escadaria que ladeia Skógafoss ou na fila para Seljalandsfoss. Se são amantes de Fotografia, e é sobretudo para esse público que falamos, não visite a Islândia em agosto. Voltará imensamente desiludido. A magia da Islândia não é apenas a beleza geográfica, a dimensão de alguns monumentos naturais, o gelo. Grande parte da magia do território está na sensação de isolamento – o bom isolamento – que se sente enquanto se admira a paisagem. Está no “silêncio” que o rugido da natureza faz imperar. Está na paz e na calma que o território, apesar de razoavelmente inóspito, consegue transmitir.

Para que precisa de uma agência em meses como junho, julho ou agosto?

Casal a olhar a água no topo de Skogafoss

Para nada! Os itinerários de verão são uma voltinha à N1 com um salto breve à costa norte e outro aos fiordes ocidentais (que são belíssimos). Os itinerários de pico do inverno são, por força das condições climatéricas e rodoviárias, ainda mais curtinhos. Só que aqui entende-se perfeitamente o acompanhamento de guias experientes e conhecedores do terreno. O inverno é duro! Os acidentes acontecem com relativa frequência e é fácil algo correr mal se não se souber exactamente aquilo que se está a fazer. Aconselho vivamente o uso de uma agência para este período do ano. Agosto? Julho? Junho? N1? Tem carta de condução? Sabe conduzir em alcatrão? Então faça boa viagem e tente divertir-se.

Power Tip

Tem mesmo de viajar num dos 3 piores meses para visitar a Islândia? Então tente ir em Junho. Mesmo com tanta gente e porque o tempo diário de luz, lá para meados do mês, atinge o pico (cerca de 21 horas), poderá trocar a noite pelo dia (sabendo que é quase sempre dia) e evitar as maiores filas e confusões. Mesmo em julho ou agosto, opte por esta solução.

One thought on “Islândia em agosto? Tem mesmo de ser?

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