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Nos milhares de fotografias que tirou desde a década de cinquenta de mil e novecentos, encontramos na obra de Diogo Margarido muitas imagens de um Portugal que se moderniza, que se torna cada vez mais urbano, que se mune de indústria.

Mas encontramos muitas outras vezes um outro país mais telúrico, arcaico e ancestral.

Um Portugal anterior às máquinas, em que as suas gentes parecem carregar, como as figuras míticas de Atlas ou Sísifo, o peso do Mundo e a condenação à eterna repetição de tarefas esforçadas.

Texto e selecção de imagem: Não me mexam nos JPEGs / Júlio Assis Ribeiro