Parece ser impossível nestes dias, e felizmente, não falar em Artur Pastor.

O fotógrafo, que foi um registador sistemático de Portugal entre os anos quarenta e noventa do século passado, tem agora uma espécie de retorno a casa com a exposição “Artur Pastor e os Mundos do Sul”, inaugurada ontem no Museu Municipal de Tavira. Não sendo natural do Algarve, cumpriu aí, precisamente em Tavira, o serviço militar, e foi aí que realizou algumas das suas mais marcantes imagens iniciais, nomeadamente as do o copejo do atum, durante a actividade das armações de pesca locais.

“Artur Pastor e os Mundos do Sul”, com curadoria de Luís Pavão, não se foca exclusivamente em Tavira, nem sequer no Algarve, abrangendo genericamente todo o sul de Portugal, mostrando-nos um mundo hoje largamente desaparecido, de culturas de sequeiro e de fainas artesanais. E é, por si só, motivo suficiente para justificar uma deslocação a Tavira até Novembro.

Texto e selecção de imagem: Não me mexam nos JPEGs / Júlio Assis Ribeiro